Com certeza você já ouviu falar sobre o povo Guarani Kaiowá, que vive no sul do Mato Grosso do Sul. Nos jornais, na TV e até mesmo na internet muitas pessoas estão falando sobre eles e sobre sua luta para retomar seus territórios tradicionais – os tekoha. Mas você já viu algum ritual guarani kaiowá? Saiba que um dos rituais mais importantes para esse povo e para outros povos falantes de guarani (como os Mbyá e os Ñandeva) é o mitã mbo’éry ou nimongarai. É o ritual em que as crianças recebem seus nomes!
No mitã mbo'éry, os rezadores, o ñanderu e a ñandesy, cantam e dançam para receber o verdadeiro nome da criança, que é revelado em outro mundo: o mundo dos seres divinos. Para ouvir esse nome, os rezadores usam instrumentos musicais sagrados: o mbaraká, um tipo de chocalho feito de cabaça, e o takuapu, um bastão feito da taquara. O ritual precisa ser feito antes do bebê completar dois anos e sempre acontece entre a meia-noite e a madrugada.
Os jovens guarani kaiowá que participam do projeto Memórias do Futuro na Terra Indígena Amambai conseguiram registrar esse importante momento em vídeo! Assista agora ao mitã mbo'éry da neta do rezador Jerônimo! A pequena recebeu o nome de Cunã Veraí, “luz que vem do céu” ou “relâmpago”.
Você já ouviu falar sobre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte? Ela está sendo construída na região do Xingu e deve impactar muito a vida das populações ribeirinhas e indígenas de lá – os Juruna, Arara da Volta Grande, Kayapó, Xikrin, Araweté e outros, que dependem do rio para pescar, se locomover, nadar e brincar. Para alertar sobre essa situação, algumas crianças indígenas e ribeirinhas escreveram o roteiro do filme “Os Ninjas do Xingu”, que também é estrelado por elas! Assista agora!
Você já ouviu falar do povo Enawenê-nawê? Esse povo indígena organiza todos os anos um longo ritual chamado Yãkwa. Com onze meses de duração, o ritual é iniciado junto com a colheita do milho e, durante esse tempo, os Enawenê reverenciam os espíritos que vivem embaixo da terra. Para isso, eles precisam cantar, dançar e pescar muitos peixes. Os Enawanê conhecem muito bem os peixes, os caminhos que eles percorrem nos rios e como eles se reproduzem. Esses saberes são aplicados na organização das pescarias do Yãkwa e circulam entre várias gerações. Tudo começa entre fevereiro e março, quando os homens adultos formam grupos e se instalam em um acampamento de pesca por dois meses. Atualmente esse complexo ritual corre perigo, porque estão sendo construídas várias pequenas centrais hidrelétricas no rio Juruena – na região em que vivem os Enawenê – e o represamento da água tem feito com que o número de peixes diminua muito! Mas o que será que fazem os pequenos enquanto todos os adultos estão ocupados no acampamento de pesca? Em um cenário de verdade, eles aprendem com os mais velhos como é ficar longe da aldeia por tanto tempo, como é o cotidiano da pescaria, e, claro, divertem-se brincando na companhia dos outros meninos pequenos! Ficou curioso? Veja o vídeo feito pelo Vídeo nas Aldeias!
Así Vivo Yo é um curta metragem feito pelo cineasta belga Jean-Charles L'Ami (produtora 35, Quai du Soleil Inversiones) junto com crianças piaroa da comunidade Betania del Topocho, que fica no estado do Amazonas na Venezuela. A maior parte desse povo vive em comunidades localizadas à margem do rio Orinoco, na floresta amazônica venezuelana.
O vídeo contou com o apoio financeiro da Cinemateca Nacional da Venezuela e a colaboração da organização Wataniba.
Conheça a animação Ilya e o Fogo que conta a história de Ilya, um jovem guerreiro filho de Cy, a Terra, que desafiou sua mãe roubando-lhe o fogo. O autor se inspirou em um mito indígena sobre o roubo do fogo e criou este lindo vídeo!
Os Kalapalo, que vivem no Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso, também conhecem esta brincadeira que é chamada de Ketinho Mitselü. Utilizam um fio comprido feito da palha de buriti trançado e amarrado nas pontas. Entrelaçam rapidamente o fio com os dedos e formam diversas figuras. Aparecem animais, figuras da mitologia e referências bem-humoradas às suas atividades.
Durante todo o ano as pessoas da aldeia se preparam para a luta, treinando para as disputas nos rituais. O objetivo do Ikindene é derrubar o oponente no chão; mas um simples toque de mão na perna do adversário acaba com a luta. O vencedor é aquele que consegue tocar a perna do adversário ou que consegue derrubá-lo.
Os Ashaninka, que vivem no rio Amônia (Acre), se preocupam muito com o ambiente. Após os estragos causados pela exploração madeireira, pelas pescarias e caçadas ilegais realizadas por não-índios, eles decidiram realizar um plano de manejo dos tracajás, um tipo de tartaruga que quase desapareceu da região. Durante três anos proibiram a coleta de ovos e o consumo da carne deste animal. Assim, o número de tartarugas aumentou. Desde 2003, os Ashaninka promovem uma festa anual no dia da soltura de centenas de tartarugas que voltam aos rios da região. Este vídeo, produzido pelo projeto Vídeo nas Aldeias com a OPIAC (Organização dos Professores Indígenas do Acre), mostra um pouco sobre este trabalho de manejo.
Este vídeo foi produzido pelo projeto “Aldeias Vigilantes: uma nova abordagem na Proteção dos Conhecimentos Tradicionais e no Combate a Biopirataria na Amazônia” da Amazonlink.
Muitos povos indígenas, ainda hoje, não têm onde viver, pois, na maioria das vezes, foram expulsos de suas terras por ocupantes não-indígenas. Alguns se instalam temporariamente em acampamentos, existentes em vários estados do país, onde vivem em péssimas condições, enquanto lutam pela demarcação de suas terras. Este vídeo é sobre o cotidiano das crianças guarani kaiowá que vivem no território tradicional Laranjeira Ñanderu, às margens da BR-163 em Mato Grosso do Sul. Essa população está vivendo em um acampamento na beira da estrada, pois foi despejada da área onde vivia no município de Rio Brilhante. Esta matéria foi exibida na TV Campo Grande (SBT-MS). Assista a outros vídeos!
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